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2.9.05

COMUNICADO IMPORTANTE PRA CARAI

O negócio aqui morgou. Sempre foi um saco postar nesse blogger.com.br. Então eu mudei o blog para HTTP://WILLIAMPAIVA.BLOGSPOT.COM. Atualizem seus bookmarks que esse aqui vai voar no pau em breve.

Obrigado

W

williampelomundo@hotmail.com 9:43 AM [+]
Meta o pau: 27.8.05
Sabia que a galera do Radiohead tem um blog? Quem escreve mais é Thom Yorke, inclusive. Veja em Dead Air Space.

williampelomundo@hotmail.com 2:39 AM [+]
Meta o pau: 24.8.05


O céu vai ser um lugar muito melhor.

williampelomundo@hotmail.com 10:26 PM [+]
Meta o pau:
Estou quase mudando esse blog pro blogspot. Só falta o saco de fazer um template lá.

williampelomundo@hotmail.com 8:56 PM [+]
Meta o pau: 21.8.05
Fodeu a tabaca

Nine Inch Nails no Claro Que É Rock. Aí eu sou obrigado a ir.

williampelomundo@hotmail.com 9:48 PM [+]
Meta o pau: 17.8.05
A sábia sabedoria popular

Agosto é mesmo um mês desgraçado. Nem bem começou e já caíram dois aviões, celebridades dos meios artístico e político morreram e Maradona estreou um programa de tv.

williampelomundo@hotmail.com 6:14 PM [+]
Meta o pau:
Ao chegar ao teatro da UFPE para o segundo dia do Festival Coquetel Molotov, duas coisas me chamaram a atenção. Primeiro, a cerveja estava bem pior que na sexta, com aquele gostinho de segunda-feira de Carnaval, quando todas as bebidas já congelaram e esquentaram várias vezes. A outra coisa que eu notei foi que os alto-falantes do saguão do teatro repetiam incessantemente a musiquinha do programa A Voz do Brasil, seguida de uma séria de conselhos sobre como se comportar dentro do teatro. A princípio eu achei que isso só ia ficar rolando antes do primeiro show, mas depois constatei que a tentativa de educação subliminar persistia durante os shows e também nos intervalos. O povo já não sabia mais o que era pior: se ficar dentro do teatro durante os intervalos ao som de Jeniifer Lopes ou se sair pra tomar cerveja gorada e ouvir O Guarani. Mas vamos ao que interessa.


A Mellotrons abriu os trabalhos da noite com um show impecável, mas que foi muito prejudicado pelo som, que estava tão ou até pior que no dia anterior. A guitarra de Ênio estava ensurdecedoramente alta e mal equalizada, assim com oa escaleta de Haymone. Nessas horas só dava pra ver o show com o dedo no ouvido. Mas a banda estava muito de cima e, mesmo com o som lamentável, conseguiu fazer um show muito bacana.


Aí veio Lulina, que pra mim foi a segunda boa surpresa do festival. Pena que o que se via no palco não era o que se ouvia no som. Da banda inteira, que era composta por duas guitarras, bateria, baixo, teclado e vibrafone, só se ouvia uma guitarra (desafinada pra carai), o baixo e o bumbo da bateria. Teve até um momento na última música que eu comentei que o teclado finalmente apareceu e estava fazendo uma linha muito legal. Quando todos que estavam por perto concordaram, o operador de som baixou o teclado para que ninguém ouvisse. Mesmo com todos esses percalços, o que realmente importa se sobressaiu: a música de Lulina é bacana mesmo. Engraçado foi uma menina trajada de alternativa da Rua da Moeda comentando desapontada que achava que seria um show de Lenine.


Os franceses da Berg Sans Niples entraram no palco como ilustres desconhecidos e saíram, na minha opinião, como a maior bola dentro da organização do festival. A banda faz um som que não me lembrou nada que eu já tenha ouvido. Se o Air fizesse um som mais macho, talvez lembrasse a Berg Sans Nipples. O que importa é que os dois caras constroem as camadas musicais na hora, loopando tudo que tocam. Na mistura entra bateria, bases eletrônicas, steel drums, xilofone, gaita, escaleta, piano Rhodes, um Vox Jaguar e mais umas coisas que eu não sei o que são. Gostei muito dessa, inclusive porque foi só o técnico de som deles botar a mão na mesa que, como num passe de mágica, o mesmo som que foi uma droga pra todos se transformou numa maravilha.


Pra encerrar o festival, botaram a banda The Kills, que é formada por uma americana e um inglês e que de tanto falarem que era super radical acabou não correspondendo às minhas expectativas. No palco, apenas a cantora e o guitarrista, que além de mandar bem nos riffs, ainda faz passinhos de dança engraçados. Teve até uma versão atualizada daquele passo de Michael Jackson em que ele anda pra trás. O resto do instrumental vinha de um gravador que o guitarrista operava ali mesmo no palco. Talvez se eu tivesse me dado ao trabalho de escutar o disco da banda antes de ver o show eu tivesse gostado. Mas pra um show de uma banda que eu nunca tinha ouvido falar, eu achei coxinha.

williampelomundo@hotmail.com 6:12 PM [+]
Meta o pau: 14.8.05
Fui e gostei

Acho que os comentários que vão rolar durante essa semana sobre o Festival Coquetel Molotov só levarão a uma conclusão: no próximo ano vai ter que ser num lugar maior. Não que o teatro da UFPE estivesse super lotado sexta e ontem, mas tenho certeza de que quem deixou de ir vai se arrepender ao ouvir o que rolou por lá, e vai esperar ansiosamente pela próxima edição. Vou fazer a minha parte e dizer o que eu achei de cada atração que vi:


A Rádio de Outono subiu ao palco do teatro da UFPE às 9 da noite da sexta-feira, com a missão de abrir o festival. Como de praxe, lá estava a legião de fãs fiéis da Rdo, que cuidaram de quebrar a frieza proporcionada pelo formato do festival. Para quem não sabe, o festival Coquetel Molotov acontece como uma peça de teatro tradicional, onde a atração se apresenta no palco e o público assiste confortavelmente acomodado nas poltronas, com direito a ar-condicionado e a escurinho de cinema. Eu, que já vi uma cacetada de shows da Rádio de Outono, acabei gostando desse. A banda tava de cima, o repertório foi bem distribuído e, para uma banda que foi a primeira a tocar, até que o som estava razoável. Eu, que não entendo nada de fazer som ao vivo, imagino que deva ser bem complicado de se fazer som num teatro. De qualquer forma, eu já comecei gostando.


Aí entrou a Mombojó, que, assim como a Rádio de Outono, leva uma reca de fãs assíduos aos shows. A banda fez um show praticamente só com músicas novas, o que pra mim foi excelente, mas pra muita gente foi frustrante. Parece que o povo só aceita ouvir música inédita no disco, e que show é pra cantar e pular o tempo todo. A Mombojó viu nesse show no teatro o formato perfeito para apresentar as músicas novas e explorou isso muito bem. Pena que o som estava muito pior que o da Rádio de Outono, com momentos em que a voz de Felipe parecia uma broca que furava impiedosamente o tímpano do público. Mas aí já não é culpa da banda mesmo.


Em seguida veio a Hurtmold, que eu queria ver há tempos. Eu conhecia as músicas e Zé Guilherme disse que eu não ia gostar da banda ao vivo. Resultado: a Hurtmold foi a minha primeira boa surpresa do festival. Bacana mesmo o som desses caras. Melhor ao vivo do que no cd, eu diria até. Teve gente que dormiu e teve gente que saiu durante o show, mas eu curti. Talvez tenha ajudado o fato de ninguém cantar na banda.


E para fechar a primeira noite, vieram os suecos do Dungen. A galera viajou, mas eu não. Talvez por causa do som sofrível, talvez pelo fato da banda cantar em sueco ou talvez porque a cerveja estava péssima durante a noite inteira e não era permitido beber dentro do teatro. Seja como for, trazer essa banda foi uma dentro do pessoal do Coquetel Molotov, já que a moçada parecia estar curtindo.

Amanhã, as minhas impressões sobre o segundo e melhor dia do festival.

williampelomundo@hotmail.com 4:21 PM [+]
Meta o pau:
Quem já gravou um disco sabe que estúdio, em geral, é um lugar aconchegante. E no Mr. Mouse não é diferente. É sempre assim: as pessoas gravam e a gente ajeita. O trabalho de picotar e consertar o que foi gravado é tão tedioso que a galera invariavelmente puxa um ronco durante o processo. E é esse o tema da minha mais nova exposição de fotografias tiradas no celular: celebridades tirando uma soneca enquanto os produtores trabalham. Está tudo lá na seção de fotos.

williampelomundo@hotmail.com 1:32 PM [+]
Meta o pau: 7.8.05
Noite passada senti saudades da Inglaterra. Senti saudades da cerveja Carling e da Stela Artois. Aí não pensei duas vezes: fui ao UK, o pub londrino em Recife. O lugar é bem bacana, com decoração super moderna e transada e iluminação ideal para o camarada que dar uns catracos nos sofazinhos.

Claro que a primeira coisa que eu ia reparar num lugar desses era a música. E durante o tempo que eu fiquei lá não rolou nenhuma música britânica. O dj era Salvador (aquele que cantava no Dona Margarida Pereira), que me contou que toca lá desde que inaugurou. Ele rolou black music setentona americana, e depois a coisa descambou para Maroon 5, Evanessence, U2 (mmm... a Irlanda faz parte do Reino Unido, eu sei) e coisas do tipo. Mas aí já foi mais tarde, quando eu estava indo embora. Engraçado é que não tem um lugarzinho lá pra o dj tocar. Ele toca com um laptop, sobre o mesmo balcão em que os clientes pedem as bebidas. Pelo lado de fora, inclusive.

No cardápio há preços em real e em libra. Essa última opcão é de mentirinha, conforme o próprio cardápio informa. É só pra o cara se sentir mais num pub inglês. Mas eles nem precisavam dessa gracinha, já que o preço das bebidas é uma facada que faz qualquer um se sentir em Londres mesmo. A birita mais barata é o chopinho Brahma, que sai por R$ 3,30. E é verdade que eles têm uma cacetada de marcas de cervejas importadas, mas não tem nem Carling, nem Stela Artois e nem Kronemberg, que são as que eu gostava mais. E o preço da Guiness é o mesmo cobrado num pub da Inglaterra, só que lá eles servem em copos de 600ml, enquanto aqui eles servem mais ou menos a metade disso.

E pub pra ser inglês mesmo tem que ter o negão africano ilegal refugiado vendendo pirulito, chiclete e borrifada de perfume no banheiro masculino. Tirando essas coisinhas, e também o fato de que a entrada e a saída são pela mesma porta, o que acaba casando um transtorno se você quiser sair na hora de pico, o bar é um lugar bacana para pessoas bonitas e bombadas. E que, de preferência, nunca tenham ido a um pub inglês de verdade.

williampelomundo@hotmail.com 12:44 PM [+]
Meta o pau: 6.8.05
Como é que querem combater o turismo sexual se no nosso aeroporto internacional há uma grande vagina apontada para o céu, dando boas-vindas a quem chega de avião?



williampelomundo@hotmail.com 10:18 AM [+]
Meta o pau: 4.8.05
1) Eu ando meio sem tempo;
2) Eu também ando meio sem idéias;
3) Eu não fiz isso no photoshop:



williampelomundo@hotmail.com 11:39 PM [+]
Meta o pau: 24.7.05
Esses tradutores de filmes e sua genialidade sem fim

ÁUDIO: "See you later, alligator!"
LEGENDA: "Tchau, bacurau!"

williampelomundo@hotmail.com 3:05 AM [+]
Meta o pau: 19.7.05
Ali ao lado nos links tem uma nova seção, chamada fotos. O título já é auto-explicativo.

williampelomundo@hotmail.com 1:28 PM [+]
Meta o pau: 15.7.05
Hoje em dia todo mundo tem celular com câmera e internet banda larga. Se o mundo fosse um lugar mais bacana, o resultado dessa mistura seria a proliferação de vídeos caseiros de putaria na internet. Mas, como o mundo está longe de ser um lugar bacana, a moda que está pegando lá no Reino Unido é a Happy Slapping. Happy Slapping consiste em sair pela rua agredindo gente inocente e filmar no celular, pra depois mandar para os amigos. Uma simples pesquisa no Google sobre o termo e você verá a proporção que a coisa está tomando. O número de sites onde você pode baixar esses videozinhos é quase igual ao número de notícias sobre o caso que aparecem na imprensa Britânica. Tudo começou com alguns Hooligans fazendo arruaça e mandando os vídeos para os amigos, mas pelo que eu pude constatar, a malocada londrina tá se lombrando em dar porrada em qualquer tipo de gente e em qualquer lugar, até mesmo nas escolas.

williampelomundo@hotmail.com 9:19 PM [+]
Meta o pau: 14.7.05
Como os mais atentos devem ter notado, o layout desse blog mudou. Espero que para melhor. Vocês é que vão dizer. Pode ser que o blog fique meio doido em alguns browsers, mas isso é normal, visto que eu não sou lá nenhuma maravilha de programador em HTML. Aqui no meu computador o layout ficou lindo no Internet Explorer e no Firefox. No Safari ele ficou meio doido. E ainda tenho que resolver a sessão de arquivos. Se não der certo, há sempre como voltar ao bom e velho template azul e cinza.

williampelomundo@hotmail.com 6:09 PM [+]
Meta o pau: 10.7.05
Top 10 fotos que eu tirei no celular, aqui. As palavras foram colocadas sobre as fotos na esperança de dar algum sentido a elas.

williampelomundo@hotmail.com 1:52 AM [+]
Meta o pau: 9.7.05
Trash. É a única palavra que existe para descrever a eliminatória do programa Fama, que tá passando agora na tv. Eu, que nunca havia assistido a nenhum capítulo de nenhuma edição anterior do Fama, fiquei impressionado com a tosqueira que é a coisa. O programa é uma cópia piorada, sob todos os aspectos, do Amrican Idol, que eu assistia porque eles têm capítulos dedicados apenas aos candidatos mais toscos e ridículos. Nem pra isso o Fama se presta. As imagens da pré-seleção só mostram as pessoas falando emocionadas da sua relação com a música. Tem também depoimentos de pessoas que venceram as edições anteriores, mas que ninguém lembra mais quem são. A que apareceu na etapa daqui de Recife teve a audácia de cantar versões dance-trash de O Amor E O Poder e de O Xote Das Meninas, ao mesmo tempo em que fazia coreografias altamente libidinosas com quatro bailarinos. Pelo menos ela tinha uns peitões massa. Já o repertório dos candidatos, que vinham de todo Nordeste ia de versões românticas de Carla, do LS Jack até o melhor (ou pior) da mpb de barzinho, sempre acompanhados por um intrumental digno de videokê. O nível, em geral, era de música de barzinho (já falei de barzinho duas vezes nesse post!), com direito a todos aqueles cacoetes que já conhecemos, incluindo as desafinações. Acho, inclusive, que o cara que estava mixando o áudio para tv estava achando a mesma coisa que eu e resolveu botar a voz da galera quase inaudível em relação ao instrumental. Ah, e a única pernambucana que eu vi era uma tal de Silmara, cantora da banda Gatinha Manhosa.

williampelomundo@hotmail.com 5:25 PM [+]
Meta o pau:


Acho que eu já falei aqui do cara que pegou o Black Album do Jay-Z e misturou com o White Album dos Beatles, criando assim o Grey Album. É óbvio que uma prezepada dessas nunca poderia ser viabilizada legalmente, por causa da quantidade de copyrights envolvida. Mas, graças à esculhambação que é a internet e ao avanço tecnológico dos computadores, estamos vivendo numa era em que qualquer mané pode fazer o que quiser com a obra de quem quiser e distribuir o resultado pra todo mundo, via P2P, email, msn ou qualquer coisa do gênero. Para quem se anima com o assunto, há um site chamado http://www.bannedmusic.org, dedicado à tarefa de tornar impossível a censura de obras musicais por parte das grandes gravadoras. Em outras palavras, eles dão todos os canais para a propagação da música ilegal, e, principalmente, da recriação musical com base na obra dos outros, como é o caso do Grey Album. Aliás, nesse site há o Grey Album completo pra baixar, assim como o bizarro Hippocamp Ruins Pet Sounds que, como o nome sugere, é uma versão electro muito doida que fizeram do disco clássico de Brian Wilson.

williampelomundo@hotmail.com 2:29 AM [+]
Meta o pau: 5.7.05
Acho que todo mundo devia ser como Trent Reznor. Além de ser ele próprio o Nine Inch Nails e fazer discos sensacionais, Trente Reznor também libera todas as pistas de suas músicas para que qualquer pessoa faça o que quiser com elas. E ele não dá só o áudio. Ele dá as sessões do seu software preferido já com os audio clips arrumadinhos, cada um com seus efeitos e no volume certo. É só abrir o arquivo e apertar o play que a música vai tocar exatamente como está no disco. Tem versões pra Logic, Garage Band, Live, Pro Tools e Acid. Depois de fazer seus remixes, você pode colocá-los lá no site do Nine Inch Nails pra todo mundo ouvir e até ganhar comentários do próprio Trent Reznor. Clique nos links abaixo e baixe os masters abertos no formato do software de sua preferência.

Nine Inch Nails - Only

Nine Inch Nails - The hand That Feeds (esse é só pra mac)

williampelomundo@hotmail.com 8:04 PM [+]
Meta o pau:
Muito bacana a revista Coquetel Molotov, lançada na semana passada. Além de bonita ela é bem informativa também. E de graça, pelo menos nessa primeira edição. Bote logo a mão na sua antes que acabe.

williampelomundo@hotmail.com 7:59 PM [+]
Meta o pau:
Não recomendo (parte 1)

O Pântano é um filme de arte. Pelo menos devia ser, já que foi exibido na sessão de arte. Diz a lenda que só existe uma cópia desse filme no Brasil, e aqui em Recife ele só foi exibido em duas sessões. Eu fui a uma delas e posso garantir que esse é, sem dúvida alguma, o pior filme que eu já vi. E olhe que eu já vi muito filme ruim.

Pra começar, o filme é argentino e não tem roteiro. O que se passa na tela são coisas banais, sem qualquer ligação entre si, sem qualquer tipo de narrativa ou linha de raciocínio. Nem sei pra quê fizeram um filme que sequer tem um tema.

O filme mostra a vida de uma família que vive num tipo de sítio decadente. Não há romance, nem intriga, nem nudez, nem violência, nem ódio, nem mentira, nem nada. Há um telefone que toca várias vezes durante o filme e a dona da casa fica gritando pra alguém atender. Há uma tal de Mercedes que passa a primeira metade do filme ligando e dizendo que vai visitar a família, aí lá pelas tantas ela liga e diz que não vai mais. Há as duas velhas que combinam de ir à Bolívia comprar material escolar porque lá é mais barato. Aí o marido de uma delas compra o material escolar lá perto mesmo e elas não precisam mais ir à Bolívia. Aí a criançada vai a um açude e toma banho. E não passa disso. Essas histórias não se interligam nem influem em nada. Há até um momento que falta um pedaço do filme e uma cena é cortada bruscamente, mas não prejudica o imprejudicável. Eu diria até que qualquer cena do filme pode ser eliminada que o resultado final é o mesmo.

E sempre que alguém está assistindo tv, é um programa sobre um lugar que dizem que a Virgem Maria aparece. Aí chega uma hora em que uma das meninas que moram na casa chega junto da outra, na beira da piscina. Dá-se então o seguinte diálogo:

Menina 1: Onde você estava?
Menina 2: Fui lá onde a Virgem Maria aparece.

E aí o filme acaba. É lixo argentino da pior qualidade, que não merece ser visto nem pelo Maradona.

williampelomundo@hotmail.com 7:58 PM [+]
Meta o pau:
Não recomendo (parte 2)

Um dos fatores que mais contribuem para eu gostar ou não de um filme é a expectativa. Ou a falta dela. Quanto menos eu esperar de um filme, melhor, porque aí eu posso me surpreender com qualquer merda. Tem também o fator tragédia. Filmes com grandes catástrofes estão entre os meu prediletos. E, por fim, gosto muito também de filmes com naves. Acho que uma navezinha voando pode tornar qualquer filme assistível. Até a Noviça Rebelde.

Partindo desses princípios, fui ver Guerra dos Mundos ressabiado e em cima do muro. Eu já tinha visto a versão original e já tinha lido o livro até a metade. Em compensação, o filme tem Tom Cruise, que só faz o mesmo papel desde Top Gun. A galera que eu conheço e que assistiu antes de mim achou Guerra dos Mundos uma porcaria só por causa do final. Pra quem não sabe, os aliens que pilotam os tripods respiram o nosso ar e contraem nossas doenças. É assim que a humanidade se salva do extermínio. Era um final de livro criativo e impactante na época em que foi escrito, mas tenho que concordar que hoje a coisa perigava soar mal resolvida.

De qualquer forma, o que transformou Guerra dos Mundos em uma grande farofada foi outro motivo: Spielberg. Mais uma vez a adversidade vem para unir uma família. Foi assim em ET, e foi assim em Contatos Imediatos do Terceiro Grau. Só que esses filmes tinham outros elementos além da farofice da família destruída que se une para superar os problemas. Em Guerra dos Mundos, nem o som espetacular e nem as cenas de catástrofe, por melhores que sejam, conseguem tirar o filme da pasmaceira. Não importa se a humanidade vai se acabar. O que importa é que Tom Cruise deciciu ser um bom pai quando viu a merda virar boné.

williampelomundo@hotmail.com 7:58 PM [+]
Meta o pau: 4.7.05
Estou com uma cacetada de coisas pra escrever, mas estou sem tempo. Por enquanto fiquem com o site da Celebration Fantasias

williampelomundo@hotmail.com 11:55 PM [+]
Meta o pau: 30.6.05
South Park Studio é um site em flash que permite que você monte pessoas no estilo do desenho homônimo. Você vai navegando por intens como roupas, cabelos, bocas e olhos, aí é só clicar nos escolhidos que o boneco vai aparecendo. Eu fiz uma versão South Park de mim mesmo e não ficou lá essas coisas. Já a versão do prefeito João Paulo ficou muito bacana.



williampelomundo@hotmail.com 10:43 PM [+]
Meta o pau: 29.6.05
Eu não vou gastar meu espaço no servidor com isso, mas vale a pena vocês baixarem Talk, música do novo disco do Coldplay e sacarem o maior caso de plágio de todos os tempos. Mais do que Jorge Ben contra Rod Stewart. Mais até que Front 242 contra Bonde do Tigrão. Chris Martin, não satisfeito em se auto-plagiar em Speed Of Sound, música também do disco novo, mas que é igual a Clocks, do disco anterior, resolveu copiar em tom, andamento e em qualquer outro elemento musical a obra-prima Computer Love, do Kraftwerk. Eu, que apesar de curtir o Parachutes e o A Rush Of Blood To The Head, achava que as idéias do Coldplay não iriam muito longe, só precisei escutar duas faixas do disco novo deles pra ter certeza disso.

williampelomundo@hotmail.com 9:20 PM [+]
Meta o pau: 28.6.05
Uma nova reviravolta está para acontecer na indústria musical. Depois do cd tomar o lugar do vinil e do mp3 tomar o lugar do cd, eis que mais mais um grande momento chegou. Hoje eu consegui fazer um toque polifônico para celular! A música foi Última Fase, da Diversitronica, e está disponível no site http://wap41.com/williampaiva para todos aqueles que possuem celular que aceita arquivo midi como toque polifônico. Quando você acessar o site através do seu celular, vai aparecer o nome da música. Aí é só dar open link e salvar o toque no seu aparelho. Testado e aprovado em aparelhos Nokia, mas deve rolar em outras marcas também.

williampelomundo@hotmail.com 4:20 PM [+]
Meta o pau:
Esse ano eu não vou ao Festival de Inverno de Garanhuns. Sempre achei que o FiG deve ser mais interessante pra quem vai fazer aquelas oficinas, curtir teatro ou dançar forró. Aliás, eu só fui ao tal Festival duas vezes, e pra tocar. Não que o Festival de Inverno seja ou esteja ruim esse ano. Pelo contrário. A predileção pelo ano do Brasil na França na hora de dividir a verba pública destinada à cultura teve uma conseqüência boa e uma ruim no Festival de Inverno de Garanhuns desse ano.

A conseqüência boa é que, com a verba drasticamente reduzida por causa das turnês de nossos conterrâneos no velho continente, só restou à organização do FIG uma saída para realizar a edição desse ano: encher a programação com bandas independentes. Esse ano então teremos Rádio de Outono, Volver, terceira Edição, Superoutro, Parafusa, Democratas, Devotos, Paulo Francis Vai Pro Céu, Academia da Berlinda, Carfax, Del Rey e mais uma porrada de bandas, todas no mesmo festival. A conseqüência ruim é que, como era de se esperar, os cachês caíram drasticamente. Mas ainda assim é um negócio da China para essas bandas. Afinal, eu estou pra ver um show de qualquer uma delas por aqui por Recife em que o cachê foi mais de mil reais. Sem contar que o Festival de Inverno deve proporcionar uma estrutura de palco e som melhorzinha que o Maurício de Nassau ou o Barramundo.

Aí vai ter sempre aquele que vai dizer que essas bandas tocam aqui em Recife todo fim de semana, de graça, e que só vai ao FIG pelas grandes atrações. E é aí que a falta de verba se faz mais presente. Os nomes de maior peso que estarão no Festival de Inverno são Alceu Valença, Djavan e Kid Abelha. E só. Acho que dava até pra fazer uma Trashdance de inverno esse ano, aproveitando as já confirmadas presenças de Gilliard, Wando, Adilson Ramos, Elymar Santos e o incrível Agnaldo Timóteo.

williampelomundo@hotmail.com 2:16 AM [+]
Meta o pau:


Descobri assistindo tv uma coisa que nem meus anos de autoanálise me revelaram: o meu maior pesadelo é ter que fazer um disco da Fat Family. Fat Family é a síntese de tudo que eu mais abomino, musicalmente falando. Domingo passado eles estavam num programa de tv vagabundo, dublando uma música igualmente vagabunda do disco novo. Como tentativa de piorar o inpiorável, a produção do programa deixou os microfones funcionando durante a dublagem, o que fez a desgraceira dobrar de proporção, pois eles gritavam e gemiam ao vivo sobre as próprias vozes do playback. Foi nesse momento que pensei: "caralho, o cara tem que ter um culhão de aço pra produzir um troço desses".

Refletindo mais profundamente sobre o assunto, cheguei à seguinte conclusão: Fat Family é chato porque todos eles fazem tudo que sabem com a voz de uma vez só, ao mesmo tempo e em todas as sílabas. É como se aquele casal que dança forró resolvesse fazer todas as manobras que sabem a cada passo que dessem. Dois pra lá, dois pra cá já seria suficiente para eles demonstrarem todas as piruetas e requebros, só que incessantemente, até o final da música. Ou como se o mágico de festinha infantil fizesse todos os truques que sabe no momento que tira o coelho da cartola. Os rolha de poço da Fat Family fazem exatamente isso. A cada sílaba, cada um deles eles vai da nota mais grave à mais aguda, ao mesmo tempo em que faz um vibrato, rasga na garganta, canta em falsete, modula, geme e assobia. Se uma pessoa só fazendo tudo isso já é digna de fuzilamento, imagine sete fazendo ao mesmo tempo e durante uma música inteira.

Se eu fosse produzir um disco da Fat Family eu ia cobrar um super cachê. Não que eu faça qualquer coisa por dinheiro, mas pelo menos daria pra encomendar à nasa um material mais resistente que o aço pra blindar o meu saco.

williampelomundo@hotmail.com 2:14 AM [+]
Meta o pau: 17.6.05
O prêmio de scrap mais tosco do Orkut vai para um fulano, que escreveu:

"Uhmmm jah ti falei que vc perderam uma festa sabado! ehehe É verdadi festa VIP (Particular) Eheheheh
Bjs! e ve se estala o MSN né!
Bjs"


williampelomundo@hotmail.com 9:38 PM [+]
Meta o pau: 15.6.05
Estou começando a considerar seriamente a compra de um exemplar do que vem a ser um dos objetos mais chatos da história da humanindade: um guarda-chuva. Sei que vou perdê-lo em questão de dias. E sei também que ficarei puto quando tiver que guardá-lo todo molhado dentro do carro, mas acho que há benefícios a se considerar, visto que essa chuvinha constante já está enchendo o saco. Sem contar que eu moro numa casa, o que me proporciona banhos memoráveis ao sair ou entrar.

De uma coisa eu não posso reclamar. Ainda não precisei entrar em nenhuma rua alagada daquelas que o carro passa boiando, quando não morre no meio e aí ou você sai pela janela ou abre a porta e transforma seu carro numa piscina. Lembro que o maior cagaço que eu passei por causa de uma chuva foi num ano que eu toquei no Abril Pro Rock e tive que trafegar com o carro cheio de equipamentos e com a água dando no meio da porta.

Aliás, além de eu ainda não ter afogado o carro em nenhuma poça, outros fatos estão tornando os últimos dias inesquecíveis. Pela primeira vez as acões da Google estiveram mais valorizadas que as do grupo Time/Warner. Isso me lembrou desse profético link que eu já havia postado há alguns meses, mas que está se tornando mais verdadeiro a cada vez que eu entro na internet.

Ao mesmo tempo que as ações da Google subiram, as da Apple caíram, depois do anúncio de que a partir de 2006 todos os computadores Macintosh usarão processadores Intel. Eu, usuário de Macintosh, fiquei chocado a princípio, mas imagino que os computadores da Apple ficarão mais baratos ao adotarem os chips da Intel. A bronca é que eles ficarão tecnicamente mais parecidos com os PCs e aí eu me lembrei de que um dia eu tive um pesadelo em que Bill Gates comprava a Apple e fazia o computador da Microsoft. Espero que quando isso acontecer, aqueles malucos fanáticos por Macintosh comecem a pagar fortunas no meu Powerbook com o velho e bom processador IBM. E já que o assunto é computador, aí vai um parágrafo que não interessa a quase ninguém:

As novas versões do dois programas que eu mais uso para trabalhar estão se mostrando um tanto bugadas. Resolvi atualizar o sistema operacional do Mac, mais as versões do Reason e do Logic. Resultado: uma confusão do carai. O Reason 3 é definitivamente mais instável, menos configurável e devora mais processamento que o Reason 2.5. O Mac OS Tiger também não facilitou a minha vida em nada. Pelo contrário: o computador ficou um pouco mais lento e algumas fontes (inclusive as desse blog) ficaram mais grossas, mesmo usando o font smoothing. E o Logic Pro 7... bem, pra quem estava na versão 4.6, a atualização foi um grande avanço. Mas nem bem instalamos e já existe um DVD de update pra comprar que promete resolver um monte de bugs que a gente ainda nem descobriu.

E aí vem um outro lado dessa frenética onda de atualizações de softwares: o espaço no HD vai sumindo como mágica. Só pra mudar do Panther para o Tiger eu perdi quase um giga de espaço. O Reason 3 também é bem maior que a versão anterior. E cada update de sistema lançado pela Apple consome facilmente uns 300 mega. Moral da história: só atualize se precisar. Principalmente se você paga pelo software que você usa.

williampelomundo@hotmail.com 10:04 AM [+]
Meta o pau: 12.6.05


Acreditem se quiser: esse não foi o momento que deu mais gente lá no estúdio durante a gravação da Profiteroles. E olhe que eu acho que teve gente da banda que ainda nem apareceu por lá. Estão na foto (da esquerda pra direita): Zé Guilherme (em pé, de branco), eu (de vermelho), Lara (de Chapolim), Jarmeson (com a cabeça caindo pro lado), Mateus (indiferente), Julia (de preto), um cara que não é da banda mas vai todo dia como se fosse e que eu não sei o nome (de branco, atrás), Tita e Leonardo. Agachados estão Tomaz, Fabão e Cecilia.

williampelomundo@hotmail.com 1:21 AM [+]
Meta o pau:
O Orkut é mesmo um site muito doido. Imaginem que já faz uma semana que eu não consigo entrar nele. Quando eu boto o meu login e senha, aparece invariavelmente aquela tela dizendo "bad server". Já tentei em diversos computadores, mas em nenhum rolou. Resultado: fiz uma conta nova no Orkut pra mim, o que significa que o William que vocês têm nas suas redes de amigos agora não passa de um fantasma. Para me adicionarem, é só clicar em http://www.orkut.com/Home.aspx?xid=9075206499827586126.

williampelomundo@hotmail.com 1:06 AM [+]
Meta o pau: 7.6.05


Se você não agüenta emoções fortes, não clique na foto e não visite o incrível site da Eclipse Models.

williampelomundo@hotmail.com 10:18 PM [+]
Meta o pau: 28.5.05
Encerrando a semana de comemorações e reflexões pelos dois anos do acidente que quase quase levou Cecília, Leonardo, Pero, Denildo e eu dessa para uma melhor, estou colocando no ar uma versão em mpeg do documentário "O Acidente Que Quase nos Fodeu". Este documentário narra tudo que aconteceu nas horas antes e depois do fatídico evento. Clique aqui com o botão direito, salve no hd e assista.

williampelomundo@hotmail.com 1:14 PM [+]
Meta o pau: 23.5.05
O prêmio de chupação de estilo mais descarada da atualidade vai para a banda Moptop (www.moptop.com.br), que consegue soar igual aos Strokes, se vestir igual aos Strokes, cortar o cabelo igual aos Strokes e ainda assim não passar de uma cópia barata dos Strokes. Só escutei uma música até agora na MTV, mas já foi o suficiente pra sacar que os caras roubam muito.

williampelomundo@hotmail.com 10:33 AM [+]
Meta o pau: 22.5.05
Essa foi Enio que mandou.

www.storewars.org

williampelomundo@hotmail.com 11:10 PM [+]
Meta o pau:
Só completando o post anterior

Também reparei uma coisa nesses episódios novos. O design das máquinas é muito mais sofisticado do que nos episódios antigos. Os episódios novos foram produzidos sob o domínio da mais avançada tecnologia em computação gráfica, então nada mais justo que o desing dos computadores e máquinas fosse igualmente sofisticado. Só que os episódios novos acontecem antes dos antigos. E as máquinas dos episódios antigos são bem toscas, pois sem computação gráfica, o jeito era fazer de isopor e papelão mesmo. O resultado é que, ao final do episódio 3, a tosqueira daqueles interruptores no peito de Darth Vader ou da nave branca que também aparece no início do episódio 4 fica bem evidente. E com George Lucas eu aprendi que: em batalha com música pra cima e cenas na velocidade normal, o mocinho está vencendo. Já em cenas de batalha com música dramática e imagens em câmera lenta, o mocinho certamente tá tomando no papeiro.

Já Queda é um filme muito, muito, muito longo. Ele narra os últimos dias de resistência de Hitler, antes dos russos tomarem Berlim. Pois eu saí do filme com a sensação de que a história tava rolando em tempo real, de tão devagar que as coisas acontecem. O filme tenta mostrar o lado prático e humano da vida de quem estava lá dentro do bunker com Hitler. Então o que acontece é o seguinte: todo mundo saca que a guerra já está perdida, e aí os soldados começam a beber pra cacete e a fazer festas, com direito a mulherada pelada e tudo. Alguns generais tentam convencer Hitler de que a guerra está perdida, mas ele se recusa a acreditar e dá muitos chiliques. Nessas horas a dramaticidade vai por água abaixo e muitas pessoas riem no cinema, apesar de não ter nada de comédia no filme. Acho que se o filme fosse condensado em uma hora e meia, seria mais fácil entender a tensão do ambiente e da situação. Mas num filme tão longo, a mensagem que fica é que era um tédio ser nazista.

williampelomundo@hotmail.com 9:44 PM [+]
Meta o pau:
Se tem uma coisa que contribui decisivamente para eu gostar ou não de um filme, essa coisa é a falta de expectativas. Parece, inclusive, que George Lucas entendeu bem que isso poderia ser usado a seu favor. Foi o que fez: lançou dois filmes péssimos (A Ameaça Fantasma e O Ataque Dos Clones) e guardou o filme legalzinho pro final. Assim, o episódio 3 acaba sendo um filme muito bacana, justamente porque o cidadão vai ao cinema esperando uma paspalhada igual aos filmes anteriores. Eu tenho que admitir que gostei do episódio 3, mesmo sabendo de tudo que estava pra acontecer. Só fiquei achando que dava perfeitamente para encaixar mais um filme entre o episódio 3 e o 4. Afinal, são vinte anos de distância entre um e outro, em que muita coisa acontece. Como Han Solo conheceu Chewbacca? O que Darth Vader fez esse tempo todo, além de construir a Estrela da Morte? Se algum fã tiver alguma explicação para essas coisas, pode escrever aí nos comments, já que eu não entendo muito de Star Wars.

williampelomundo@hotmail.com 12:04 PM [+]
Meta o pau: 20.5.05
Quando encontrarem com Gleisson Jones agradeçam por esse achado:

http://www.sucessoemailing.com.br/music/neisa.asp

williampelomundo@hotmail.com 2:31 AM [+]
Meta o pau: 17.5.05
Volto já.

williampelomundo@hotmail.com 11:24 PM [+]
Meta o pau: 10.5.05
O Aldo Rebelo que há em nós

Estamos em 2005, e já não há mais como evitar o uso de palavras estrangeiras no nosso dia-a-dia. Principalmente se essas palavras forem neologismos gerados por um movimento como o avanço tecnológico, por exemplo. Então acho que já está na hora de a galera começar a se ligar e não dar mancadas escrevendo as palavras estrangeiras inevitáveis. Vez por outra algum jornalista vai fazer alguma resenha musical e tropeça no mesmo erro de sempre: o sample e o sampler. Vejam abaixo a foto que tirei de um trecho do jornal de hoje.



De uma vez por todas: sampler é um instrumento musical, um aparelho, e sample é um trecho de áudio qualquer que a pessoa coloca dentro do sampler e aí toca como quiser. No exemplo da foto, o cara quis dizer que o músico usou um trecho da voz de uma cantora em uma de suas músicas. Então ele fez um sample da voz da cantora, usando um sampler. Do jeito que está escrito no jornal, o músico pediu emprestado o aparelho (sampler) à cantora para usar em sua música. Muito simples, mas eu ainda não vi ninguém usar isso certo nas resenhas musicais de jornais locais.

williampelomundo@hotmail.com 1:30 AM [+]
Meta o pau: 7.5.05
Unidos venceremos a servente do mal

O Ancoradouro ontem lotou com mais uma edição da Trashdance. Com o tema O Papa É Pop, a festa mais uma vez provocou uma catarse coletiva entre as milhares de pessoas que lotaram o lugar e cantaram todos os sucessos trash de todos os tempos. Engraçado era ver que grande parte do público nem chegou a ver Chacrinha vivo e já conheceu Simony como a esposa do presidiário. Passei um monte de tempo sacando como as pessoas perdem completamente o controle e se deixam levar pela comoção geral que o saudosismo proporciona.

A banda Discípulos de Bozo se apresentou logo no começo da noite e fez tudo o que uma banda não devia fazer. Entre uma música e outra, berravam perguntando se o público estava gostando. Também não se deram ao trabalho de aprender as letras ou os acordes das músicas. Resultado: destroçaram um repertório que era infinitamente mais engraçado e animado quando tocado pelos botadores de som Da Maia e Balaio. Acho que trash devia ser só o repertório, mas parece que eles não entenderam isso e estenderam o conceito à execução também. Nem Luiz Halley escapou e teve também suas músicas destruídas pela banda. Uma revistinha daquelas de músicas cifradas seria um bom presente para essa banda.

Teve também uma aparição da deusa Rosana, que teve que se virar pra passar aquele tempo todo no palco se apoiando num único hit. Ela cantou sobre um playback e até errou a entrada em o Amor E O Poder, mas depois que a música engatou, ela resolveu relaxar e dexar a multidão cantar por ela. Depois de três músicas ela começou com aquele discurso batido de dizer que Recife é a segunda casa dela e tal, aí eu fui embora. Me contaram que ela ainda cantou outra vez O Amor E O Poder, desta vez sem errar, mas isso eram mais de duas e meia da manhã e uma galera já tinha dispersado. Acho até que a festa só engatou mesmo depois de Rosana, quando os botadores de som assumiram de vez o comando.

Confesso que senti falta de algumas coisas que rolavam nas Trashdances menores, mas isso é o preço do tamanho que a festa assumiu. De qualquer forma, comoção geral como aquela eu só tinha visto em show dos Los hermanos. Parabéns à galera que faz a Trashdance e bora trazer logo Babau do Pandeiro pra a próxima edição, antes que o véio bata as botas.

williampelomundo@hotmail.com 2:58 PM [+]
Meta o pau: 6.5.05
Eu posso não ter visto o homem pisar na Lua, mas a espera valeu a pena. Hoje eu fui testemunha ocular de um grande evento da atualidade. Eu vi um ferro cair sobre a cabeça da apresentadora do NE TV, da Rede Globo. Foi uma lapada, mas como a barra era flexível e a apresentadora, mesmo atordoada, retomou a notícia no mesmo momento, eu pude concluir que não deve ter machucado muito. Mas foi punk ver a cara da moça.

williampelomundo@hotmail.com 9:07 PM [+]
Meta o pau: 4.5.05
A melhor piada dos últimos tempos



williampelomundo@hotmail.com 11:42 PM [+]
Meta o pau:
Mais de sete notas já é plágio



O que a Rádio de Outono e o Weezer têm em comum? A resposta é muito simples: as duas bandas têm duas faixas parecidas demais para ser obra do acaso. Antes que escrevam comments desaforados, vou logo dizendo que quando produzi a faixa Além da Razão para a Rádio de Outono eu ainda não era amigo de Rivers Cuomo. Continuo não sendo, inclusive, mas se eu dissesse que sou, talvez as pessoas que ouviram o disco novo do Weezer ficassem na dúvida. É que My Best Friend, faixa 9 do novo disco do Weezer é bem parecida (até demais) com Além da Razão. Só que a primeira é em si bemol, enquanto a segunda é em dó. Engraçado é que a música da Rádio de Outono já estava pronta desde antes do Weezer pensar em fazer disco novo, mas a galera embaçou tanto pra lançar o disco que eu não duvido que vai ter gente dizendo que Rádio de Outono se inspirou na música do Weezer. Baixem com o botão direito os mp3 e tirem suas próprias conclusões.

weezer - my best friend

rádio de outono - além da razão

williampelomundo@hotmail.com 1:26 AM [+]
Meta o pau: 3.5.05
Desculpa, Daft Punk

A razão pela qual eu escrevi esse post aí embaixo foi muito simples: eu tirei meu case de cds do carro pra dar uma organizada. E aí um cd ficou dentro do cd player, justamente o que tava tocando mais ultimamente. Foi Human After All, o novo da dupla francesa Daft Punk. O disco é massa. Vocoder em todas as faixas, baterias eletrônicas tocando batidas de rock e synths que mais parecem guitarras. E as melodias grudam na cabeça como piolho faminto.

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Coldplay lançou uma música nova chamada Speed Of Light. A faixa parece muito com Clocks, sucesso do disco anterior da banda. Aliás, parando pra pensar direitinho, eu tô quase incluindo o Coldplay na minha teoria de que cada banda tem seu momento Somax na carreira. E algumas têm o estilo Somax de ser do primeiro ao último disco. Pra quem não sabe, Somax é um estúdio que tem aqui em Recife, e baseada no fato de que tudo que é gravado lá sai com o mesmo som sempre, existe essa lenda de que lá já existe tudo ligado e microfonado há anos, e que há um funcionário só pra garantir que niguém vai tirar um microfone do lugar ou mexer num pitoco daqueles da mesa de som.

É mais ou menos o que acontece com bandas como Bon Jovi, Aerosmith e, talvez o Coldplay. Entra disco e sai disco, e parece que cada banda dessas tem um estúdio com tudo já pronto lá dentro, esperando só os músicos entrarem pra gravar. O caso do Coldplay é ainda mais engraçado, porque, ao contrário do que acontece com Bon Jovi ou Aerosmith, eu gosto da banda, mas nunca soube a que disco pretence qual música, de tão parecidos que são os sons de cada disco.

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Atualizando o post anterior, eu posso dizer que:

LCD Sounsystem é uma banda divertida e muito bacana, mas são superestimados pela imprensa. Já esse novo do Nine Inch Nails é aquele tipo de disco que o fã precisa assumir uma posição antes de ouvir. Nine Inch Nails sempre revolucionou a cada disco, e esse último parece uma compilação de faixas que não entraram no anterior. Como complemento do The Fragile, é massa. Como sucessor, é um fracasso. Próximos discos no case: o novo do Weezer e o do Bloc Party.

williampelomundo@hotmail.com 11:11 PM [+]
Meta o pau: 1.5.05
Top 8 discos que tocam no meu carro há meses (excluindo as demos que ganhei no Abril Pro Rock, os premixes de produções do estúdio e as provas de master)

1. New Order - Waiting For The Siren Call > Último disco dos velhinhos de Madchester. Confesso que ainda terei que ouvir mais algumas vezes pra gostar mais.
2. Interpol - Turn On The Bright Lights > Essa é aquela banda que dizem que parece com Joy Division. Eu já escutei muito esse disco mas nenhuma melodia me pareceu assim muito marcante. Mas o som do disco é massa.
3. Mylo - Destroy Rock'n'roll > Esse cara era tido como a super novidade da música eletrônica e emplacou um hit chicletoso em todas as pistas underground do mundo. Como ele tava pra vir pro Skol Beats pra fazer um live p.a. eu peguei o disco pra ver qual era. Não vi novidade em nenhuma faixa, e o cara usa até uns samples manjados, tipo aquele synth de Betty Davis' Eyes. Na apresentação do Skol Beats ele foi mais além e usou um sample de Jump, do Van Hallen.
4. Chemical Brothers - Push The Button > Acho que esse é o que está há mais tempo no meu carro. É o mais recente mas não é o melhor dos Chemical Brothers. Mas é Chemical Brothers de qualquer jeito.
5. Danger Mouse - The Grey Album > O cara teve a audácia de misturar o Black Album, de Jay-Z com o White Album, dos Beatles. Falaram tanto desse disco que eu resolvi pegar pra ouvir. Não consegui passar da terceira faixa. Talvez eu dê uma segunda chance a ele.
6. Kasabian - Kasabian > Tá aí um disco que eu escuto dia sim, dia não. Essa banda faz uma mistureba de rock e eletrônica que foge da fuleiragem atual. Ainda não será agora que esse disco vai sair do meu carro.
7. Bravery - No Brakes > Essa banda tem um hit tocando na Europa, aí eu peguei o álbum todo pra sacar. É legalzinho mas as faixas me pareceram muito iguais umas às outras. O estilo é rock, com vocal chupado dos Strokes e uns synths legais.
8. Marcelo Birk - Marcelo Birk > Esse é provavelmente o disco mais demente e caótico que eu já ouvi. Tem as coisas mais indescritíveis, quando o assunto é harmonia, arranjo e mixagem. Tem até duas letras diferentes sendo cantadas ao mesmo tempo e no mesmo volume. Muito doido mesmo.

Estão ainda no meu carro mas eu ainda não consegui começar a ouvir: Nine Inch Nails - With Teeth, LCD SoundSystem - Homônimo e Bloc Party - Silent Alarm.

williampelomundo@hotmail.com 2:59 AM [+]
Meta o pau: 30.4.05
Por que as pessoas ainda me mandam links como esse?

http://www.avessoclubber.com.br/eventos/maquinas_na_pista/index.asp

williampelomundo@hotmail.com 3:24 PM [+]
Meta o pau: 28.4.05
Carai! Nesse momento tá passando um debate no programa da Luciana Gimenez com a amante do pagodeiro Belo. E os debatedores são Sérgio Malandro, Rita Cadillac, Gretchen, Chacrinha Cover e Silvinho, que cantava Ursinho Blau Blau. Imperdível.

williampelomundo@hotmail.com 11:27 PM [+]
Meta o pau: 27.4.05
Sociais - por Uilames e Seus Teclados

Dentre as revistas que eu conheço, a Wired é a mais fuderosa, sem sombra de dúvidas. Meio cara, é verdade, mas eu compro. Nunca fui de pirangar com essas coisas. Afinal, tem gente que gasta muita grana com cachaça e mulher. Eu gasto com cachaça, mulher e revista!

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Por esses dias eu assisti a dois filmes. Um eu achava que ia ser legal e foi meia-boca e o outro eu achava que ia ser meia-boca mas foi legal. O primeiro foi A Intérprete, com Nicole Kidman. Ela faz o papel de uma intérprete que nasceu num país fuleiro da África e foi trabalhar nas Nações Unidas, achando que poderia ajudar os países a se entenderem e, assim, promover a paz mundial. Só que ela um dia escuta uns cochichos na língua africana que só ela entende. E nesses cochichos, dois homens falam em assassinar um ditador africano que está para visitar os Estados Unidos. O filme segue bacana até ela descobrir que o regime do tal ditador matou o irmão dela que tinha ficado na África. A partir daí a marmelada come no centro, porque ela mesma resolve apagar o ditador, valendo-se de sua credencial que lhe dá acesso irrestrito ao prédio das Nações Unidas. Sean Penn, que faz o policial encarregado de averiguar a suspeita de assassinato levantada por Nicole Kidman demonstra ter se apaixonado por ela desde a primeira cena. Final do filme: Nicole Kidman com uma arma apontada para a cabeça do ditador (que é a cara do Bira, baixista do Sexteto Onze e Meia) e Sean Penn com uma arma apontada para a cabeça de Nicole Kidman. Aí ele diz: "Se você atirar, ele morre. E a sua vida acaba. E se sua vida acabar, o que será da minha?" Aí ela não atira e é deportada de volta pra África. Daí já dá pra sacar a pastelada que é a cena final.

O outro filme foi um tal de o Outro Nome do Jogo, com John Travolta e Uma Thruman. Até a metade do filme a sensação que dá é que o filme vai ser uma bela porcaria, mas aí as tramas se cruzam e a merda vira boné. Não tem graça nem de contar mais nada sobre o filme. Vale mesmo assistir, só pelo roteiro e pela canastrice.

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A Terceira Edição e a Mombojó terão seus hits trasformados em toque de celular e disponibilizados no site da Claro. As músicas escolhidas foram O Show Da Vida Ideal e Faaca, que são duas produções lá do estúdio, inclusive.

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Por falar em Mombojó, essa semana a gente produziu uma música pra eles que ficou muito doida. Tem duas baterias diferentes tocando ao mesmo tempo e durante toda a música, uma em cada canal. E tem até voz de megafone de coro de macharia, com guitarra faroeste, trombone e trompete! Os tempos estão mudando! E eu estou usando exclamações!

williampelomundo@hotmail.com 10:05 PM [+]
Meta o pau: 20.4.05
Vai ser pilantra assim na casa do cacete. Ou em Natal.



Ok, ok. Eu já falei aqui sobre isso, mas continuo achando uma pilantragem da braba!

williampelomundo@hotmail.com 9:30 PM [+]
Meta o pau: 18.4.05
Não vai rolar resenha do terceiro dia do Abril Pro Rock aqui. Eu fui, e resisti heroicamente até o show de Leela, mas o cansaço era tanto que me mandei do pavilhão sem ver uma música sequer da Orquestra Manguefônica. E como durante o dia todo eu não consegui prestar atenção direito nas coisas, é melhor deixar quieto e não falar bobagens. Quem me encontrou por lá soube o que eu tava achando de cada show no momento em que eles aconteciam. Mas acho que estou ficando velho. Não pra o rock, diga-se de passagem, mas pra esse negócio de passar três dias em pé, enchendo a pança de cerveja e vendo shows. Pode, inclusive, não ser nada disso que eu estou pensando, mas a desculpa é válida mesmo assim.

williampelomundo@hotmail.com 11:11 PM [+]
Meta o pau: 17.4.05
De graça, até injeção na testa

Eu habitualmente não vou ao Abril Pro Rock no dia do metal, que é sempre o sábado. Aliás, um dos grandes lances do Abril é ter reservado o sábado para a pirralhada de camisa preta adoradora do satã. Mas ontem rolou um convite e, como eu tava querendo ver a MQN e a Retrofoguetes, eu acabei indo.

Cheguei lá um pouco antes do show da Dead Fish. Quem tocava no palco dois era a Chaosphere, que tem seu público cativo e faz metal igual a qualquer outra banda de metal: roupa preta, powerchords, cabelos grandes, pernas abertas e voz de Fred Flintstone. Ainda bem que já estava no fim. Na seqüência veio a Dead Fish, que é a queridinha da MTV no momento. Fizeram um show que foi pau dentro do começo ao fim, mas não teve jeito de eu gostar também. Me lembrou muito CPM22 e Detonautas, só que com um pouco mais de testosterona. Quando a Dead Fish acabou, eu pude confirmar uma suspeita que eu tinha desde o intervalo anterior: o maior levante do público quando o locutor anunciava as atrações da noite no telão não era nem de longe para o Sepultura. A casa vinha abaixo mesmo era quando o cara falava o nome do Massacration. Mas ainda ainda teve o show dos baianos da Retrofoguetes, que de tão competentes nem parece que tem só três pessoas no palco. Surf music do capeta mesmo.

Aí veio a hora que todo mundo esperava. Quando anunciaram Massacration no palco 1, o que eu vi foi literalmente um arrastão de camisas pretas correndo para se amontoar em frente ao palco. A essa hora já tinha mais gente no Abril do que no final da noite anterior, e pelo clima da galera eu já tinha entendido que todo mundo estava ali naquele momento pra avacalhar de vez com o rock metal, junto com o Massacration. E foi o que aconteceu. A cada nota e a cada gesto os caras do Massacration ridicularizavam os metaleiros e a cultura metal, e o próprio público desse gênero se encarregava de pedir mais. Nem em show dos Los Hermanos eu vi tamanho elouquecimento do público. O comentário nos bastidores era que o Sepultura ia ter que suar pra botar o povo pra cantar e pular daquele jeito. A aclamação da cara de pau do Massacration pelo público deu-se quando o gordinho roadie de Hermes e Renato subiu e cantou Pira Pirá Pirô no meio de Ra Ruê Ra Ruô.

Quem se deu mal foi a Matanza, que tocou logo após o Massacration. Ficou aquela sensação de que eles eram um Massacration sem graça. Pra completar, o cantor queria fazer voz de mau pra falar com o público, mas ficava parecendo uma imitação de Chacrinha. Foi a primeira vez nesse Abril Pro Rock que eu agradeci pelo pouco tempo que as bandas do palco 2 têm pra tocar. Aliás, eu achava que MQN seria logo depois de Massacration e eu então iria embora cedo e tendo visto tudo que eu queria ver. Mas o pior aconteceu e eu tive que aturar um show da Shaaman. Ruim demais. Tão ruim que ficou a sensação de que o show não acabava nunca. Do meio pro fim, então, eles resolveram tocar música pra metaleiro apaixonado, com muito grito de bruxa e muito teclado. Pé no saco mesmo. Mas a espera compensou, pois a MQN entrou botando quente e a macharia que tava na seca por música porrada logo se amontoou na frente do palco 2. E aí eu fui embora, porque depois só tinha Sepultura mesmo e aquela sensação de "eu já vi isso antes" não tardaria a aparecer.

williampelomundo@hotmail.com 4:03 PM [+]
Meta o pau: 16.4.05
São cinco da manhã e a única coisa que eu consigo pensar é: eu tenho que me comportar direitinho pra ir pro céu, porque se o inferno for pelo menos um pouquinho parecido com o banheiro masculino do Abril Pro Rock, então eu estou ferrado. Não lembro de ver o banheiro daquele jeito em nenhuma edição do Abril. Dentro parecia um ônibus lotado, e fora havia sempre uma fileira daqueles que não toparam enfrentar o tumulto e resolveram se aliviar ali mesmo na entrada do banheiro. E o xixi dando no tornozelo.

Eu cheguei no Abril um pouco antes do show de Los Hermanos, e ainda deu pra ver um pouquinho da terceira banda concorrente do Claro Que É Rock. Parece que era Star 61. Ainda vi Zefirina Bomba e Rádio de Outono, esta última extremamente prejudicada pelo som do palco dois (que curiosamente estava legal durante o show das outras bandas). Outra coisa que eu reparei é que eu não acho Los Hermanos lá essas coisas, mas muita gente acha. Muita gente mesmo. Eles estão naquela situação em que, se gravarem um cd só arrotando, os shows continuarão lotados de fãs que tentarão arrotar mais alto que eles. Então o show deles foi exatamente isso. Acho até que eles deram uma de doidos e tocaram músicas que eles habitualmente não tocariam, só pra ver se a galera sossegava o facho. Mas a galera não sossegou e mais uma vez proporcionou um espetáculo de comoção generalizada, digno de um... errr... de um show de Los Hermanos mesmo.

Confesso que não xoxei com o show do Placebo. Muito caretinha demais. Eu também não conhecia tantas músicas assim, mas já xoxei com show de banda que eu nunca tinha nem ouvido falar. No mais, também não achei que tinha muito pirralho, como eu sempre acho todo ano. E estou constatando que, quanto mais sono eu tenho, mais longas ficam as frases que eu escrevo. Pra completar, eu entro no blog de Ju lisboa e encontro esse link, que me fez esquecer o sono e o cansaço e assistir atentamente a ess... zzzzz...

williampelomundo@hotmail.com 5:19 AM [+]
Meta o pau: 14.4.05
Para quem quiser saber como é o dia-a-dia lá no meu trabalho, é só acessar o site www.mellotrons.net e ler o minucioso diário de gravação escrito a sete mãos que está sendo publicado lá diariamente. Se você não suporta emoções fortes, não entre lá.

williampelomundo@hotmail.com 9:16 PM [+]
Meta o pau: 13.4.05
Abril Pro Brega 2005

Essa é a leitura obrigatória pra quem tem vivido no Recife durante os últimos anos. Os caras do site Recife Rock foram fazer a cobertura do Abril Pro Brega 2005, num clima de de preparação para o Abril Pro Rock. Clique no link e depois parabenize a galera.

http://www.reciferock.com.br/not.php?n=706

williampelomundo@hotmail.com 11:04 AM [+]
Meta o pau: 10.4.05
Tem gente que não se emenda mesmo



Um dos caras mais idiotas do Brasil é, sem dúvida, Rafael Ilha. O cara tocava na banda Polegar, pegava a Cristiana Oliveira na época que ela virava onça na novela e foi detido por tentar roubar um real pra comprar crack. Hoje, ele garante que está numa boa, se diz evangélico e é até sócio de uma clínica de desintoxicação. Ao que parece, esse cara vive fazendo merdas cada vez maiores, só pra ver até onde a imagem de bom moço pode limpar a sua barra. Lembro que um dia desses ele comeu pilhas e pentes de plástico durante uma crise de abstinência.

Pois dessa vez o cara se superou: foi detido mais uma vez, dessa vez portando uma arma com o número de série raspado. Coincidentemente, um funcionário da clínica dele havia sido morto com dois tiros momentos antes da prisão.

williampelomundo@hotmail.com 8:11 PM [+]
Meta o pau: 6.4.05
Sociais - por Uilhames

A minha avó comprou um par de sandálias Samoa no dia da inauguração das Lojas Americanas em Recife e as usa até hoje.

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O meu irmão se lombra em fazer partidas impossíveis no Fifa Soccer. A de hoje foi seleção de Tonga contra Samoa Ocidental. Daí, aliás, que eu lembrei da história das sandálias da minha avó.

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O DETRAN fez um estudo naquela lombada eletrônica ali do Pina e constatou que, mesmo o limite sendo 60 Km/h, a maioria dos motoristas passa a menos de 40km/h e alguns passam a míseros 11Km/h. Não precisava um estudo pra constatar isso. Eu sempre digo que se o limite fosse 20Km/h ia ter gente descendo do carro e empurrando o veículo até passar pela lombada. Além do mais, a 11Km/h ali no Pina é um convite pra ser abordado por meliantes. É até melhor destravar as portas, abrir os vidros e acender a luz interna, já pra facilitar a vida dos ladrões. Acho que todo motorista devia aprender com o site http://windward.nodalpoint.net/doc/media/liikenne.swf

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Eu já disse várias vezes nesse site que eu não gosto de ser o cara que sempre sabe das coisas antes. Mas quando eu falo, ninguém escuta. Eu vivo dizendo, por exemplo, que sushi não é coisa boa de se comer. Vejam então o que saiu na Folha de São Paulo:

A cidade de São Paulo vive surto de uma infecção adquirida pelo consumo de peixe cru (sushi e sashimi), defumado ou mal-cozido. De março de 2004 a março deste ano, foram registrados 28 casos da difilobotríase, doença transmitida pelo parasita Diphyllobothrium spp --18 das ocorrências foram anotadas neste ano.

De 1998 até 2004, o Estado havia notificado apenas dois casos da doença, ambos em pessoas estrangeiras, que haviam consumido peixe cru fora do país. É a primeira vez que se registram casos autóctones no Brasil. Na América do Sul, há confirmação de casos no Chile, Peru e Argentina.

Os principais sintomas da doença são dor e desconforto abdominal, flatulência e diarréia. Também são relatados vômito, perda de peso e anemia megaloblástica, já que o parasita absorve vitamina B-12 do organismo.


Agora imaginem vocês como deve estar a situação no Tepan...

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De vez enquando eu vejo que o meu esforço em escrever coisas interessantes nesse site é recompensado. É quando alguém vem no msn puxar papo quando eu estou ocupado. Aí eu digo "já leu o meu site?" e mando o endereço. É tiro e queda. A pessoa se atraca com o site e não enche mais!

williampelomundo@hotmail.com 11:06 PM [+]
Meta o pau: 4.4.05
Eu sempre recebo mensagens ridículas no Orkut, mas essa superou todas. Vejam a petulância:

subject: Gostaria de um testemunho de vcs :(

message: Poxa pessoal...Fico triste em saber que tenho muitos amigos(as) e nenhum deles até hj, não fez um se quer testemunho pra mim ;(... Gostaria muito de que vcs meus amigos que tanto gosto e confio, fizesse um testimunhal pra minha pessoa no otkut. Grato pela atenção mesmo que não seja espontâneo.
p.s> A única pessoa que fez até agora fui Marina (namorada), e que sem querer eu apaguei.
Um grande abraço a todos.


Só uma coisa dessas pra me fazer rir a uma hora dessas!

williampelomundo@hotmail.com 9:39 PM [+]
Meta o pau: 3.4.05
Esse fim de semana foi atípico. Fui ao cinema duas vezes. Não que isso seja lá motivo pra eu me orgulhar, visto que os dois filmes foram meia-boca. O primeiro foi Reencarnação, que é aquele filme sobre o menino de dez anos que diz ser o finado marido de Nicole Kidman e ela acredita. Esse filme nem fede e nem cheira. O menino também não mete medo e o enredo é absurdamente mal costurado. Nicole Kidman faz o mesmíssimo papel que fez em Os Outros, com os mesmo olhares e o mesmo jeito de falar. E se alguém está pensando que esse filme é um suspense, vou logo avisando que não há nem terror psicológico, nem sustos, nem reviravoltas. Ou seja: não há nada. Quer dizer, pra não dizer que nada acontece, em alguns momentos dá pra se ter a sensação de que a história começou e que alguma coisa vai acontecer, mas é só a sensação mesmo.

A história começa com a morte súbita do marido de Nicole Kidman enquanto fazia cooper no Central Park. Essa seqüência do cooper abre o filme e mostra durante uns dez minutos o cara correndo, até ele ter o colapso e morrer. Daí já dá pra ter uma idéia do ritmo do filme. Depois disso, o filme pula uns dez anos pra frente no tempo e mostra Nicole Kidman prestes a se casar com um cara rico. É aí que entra o menino que diz ser a reencarnação do marido. Daí pra frente tudo vira uma palhaçada, porque ela acredita na criança, dá beijo de boca nela, e ainda faz planos de fugir com o menino, esperar ele fazer 21 anos e então se casar com ele. E sabe como o filme termina? No auge da loucura dela, o menino vira e fala "eu não sou o seu marido". Aí ela saca a merda que estava fazendo e vai correndo pedir pro noivo casar-se com ela. E o corno aceita. Quem, em sã consciência, toparia se casar com uma mulher que queria fugir com uma criança de dez anos? Pois o cara casa com Nicole Kidman e a cena final é ela vestida de noiva, chorando enlouquecidamente numa praia e ele chegando pra trazê-la de volta à festa. Se alguém tem tara em Nicole Kidman, assita só pra ver uma das cenas de sexo mais convincentes do cinema contemporâneo.

O segundo filme do fim de semana foi O Lenhador, com Kevin Beacon. Quer saber como o filme acaba? Lá vai: ele vai morar na casa da namorada. Que tipo de filme é esse que termina com uma coisa dessas? A atuação dele é sensacional, mas também é só isso. A impressão que se tem é de que o filme simplesmente não tem final, mas tem gente que não se importa e pode até gostar de O Lenhador. O filme começa com Kevin Beacon saindo da cadeia em liberdade condicional e indo morar na frente de uma escola primária. Só que ele tinha passado doze anos na cadeia justamente por pedofilia. Aí durante o filme ele arruma uma namorada e aborda uma menina num parque, mas resolve que não é mais uma boa pegar pirralhas. E aí ele vê pela janela de casa um cara levar um menino da escola pra dar um rolé. Quando o cara volta com o menino, Kevin Beacon enche o cara de porrada. Aí passa ele se mudando pra a casa da namorada e o filme acaba.

Meus conselhos pra quem ainda quiser ir ao cinema assistir a esses filmes, mesmo depois da minha resenha: nem pensem em ir num sábado à tarde ao cinema do Shopping Boa Vista. A quantidade de gente mal educada é bem acima da média, e, no caso de um filme com o som baixo, praticamente sem música e sem tiros e explosões, como é o caso de Reencarnação, a conversa alheia chama mais atenção do que os diálogos do filme. E pra quem for ver O Lenhador no cinema Box: vá bem acompanhado. O braço da cadeira sai e o filme não prende muito a atenção.

williampelomundo@hotmail.com 10:34 PM [+]
Meta o pau: 1.4.05
Os teclados da minha vida (parte 2)

CARISMA CRX-5

Desse incrível aparelho sonoro eu não tenho nenhuma foto e, como era de se esperar, também não há fotos pela internet. Mas eu vou descrever pra vocês entenderem do que se trata. O Carisma CRX-5 não era um teclado. Era um órgão, daqueles de móvel, com dois teclados e uma pedaleira pra a pessoa tocar as linhas de baixo com o pé esquerdo. Na época que eu entrei na escola de música, eu só tinha o já citado CASIO VL-1, que era inadequado para os meus estudos musicais. Como o curso era de órgão, o mais sensato então seria eu comprar um órgão. E como minha família não tinha grana e eu era criança, o Carisma pareceu ser a opção ideal. E foi assim que um dia a porta do meu quarto teve que ser retirada para que o instrumento passasse.

O Carisma CRX-5, no entanto, revelou-se um instrumento muito peculiar, à medida que minahs capacidades como músico iam avançando. Dava pra estudar na boa com o bicho, mas, como todo produto nacional (pelo menos daquela época), o Carisma foi se desfazendo aos poucos. Lembro que os botões pra selecionar os ritmos eram daqueles que quando se aperta um, o outro sai. Pois depois de algum tempo, toda vez que eu trocava de ritmo um botão voava longe. As teclas começaram a apresentar uma estranha folga lateral, e mais posteriormente, começaram a falhar, o que me levava a aumentar cada vez mais a força com que eu tocava. Parte dos problemas que aconteceram com esse órgão foram causados por ele mesmo. É que ele tinha um alto-falante embutido que fazia todo o aparelho vibrar quando se tocava alto, e isso fez com que tudo ficasse frouxo.

A síntese do Carisma era aditiva. Haviam uns sliders que o cidadão puxava e ia adicionando sons de flauta, strings, acordeon e mais uns outros que eu não lembro. Não havia nenhum tipo de filtro, nem efeito, e o envelope era tudo pra baixo e o sustain todo pra cima, mas o que eu sentia mais falta era de uma maneira de controlar individualmente o volume de cada teclado, da pedaleira e do ritmo. Aliás, eu descobri que dava pra apertar mais de um pitoco de ritmo ao mesmo tempo, e aí tocava um ritmo misturado com o outro. Eu então passei a tocar as músicas do curso em ritmos como samba-disco ou rhumba-rock. Evidente que o único que não rolava bem com os outros era a valsa.

Chegou um momento em que tudo que eu queria era me livrar do Carisma CRX-5. Coloquei um anúncio num jormal e depois de uns dias apareceu um cara querendo comprar. Lembro como se fosse hoje daquele trambolho partindo dentro de uma Kombi de lotação em direção a algum interior brabo desses. Aí eu resolvi dar uma mudada e investir em algo mais moderno, mas isso é assunto para o próximo capítulo.

williampelomundo@hotmail.com 9:22 PM [+]
Meta o pau:
Elektronik Supersonik

Fuderosamente trash é o clipe de Elektronik Supersonik, da banda Zlad, enviado pelo amigo portuga Manoel Paulo Joaquim Bemfica. Cliquem e assistam:

http://www.molvania.com/images/Elektronik_Supersonik.mpg

williampelomundo@hotmail.com 8:35 PM [+]
Meta o pau: 29.3.05
Os teclados da minha vida (parte 1)



CASIO VLTONE VL-1

Esse foi o primeiro teclado que eu tive, lá pelos idos de 1980. Lembro bem que uma vez deu uma praga de cupim na minha casa e eu e toda minha família nos mudamos temporariamente para a casa da minha avó. Lá tinha um amp muito sinistro que era usado pra aplificar o som do cavaquinho do meu tio nas serestas de fim de tarde aos domingos. Aí não deu outra. Ah, como eu infernizei a vida dessas pessoas durante aqueles dias. E não era um infernozinho qualquer não.

Eu não sabia tocar ovos naquela época e o amp tinha reverb! Mas a culpa toda era do tecladinho mesmo. O VL-1 era monofônico, analógico, tinha cinco sons (piano, flute, guitar, violin e fantasy), uma bateria eletrônica crueira com acompanhamentos do tipo samba e rhumba, sequencer de 100 notas e absolutamente nenhum tipo de acompanhamento automático, filtro, MIDI ou efeito. Pra completar, havia uma inútil calculadora embutida no aparelho e as teclas eram tão pequenas que mal dava pra fazer as contas, quanto mais pra tocar.

Mas foi esse teclado o culpado de tudo. A música que eu mais gostava de tocar era Da Da Da, que havia sido gravada com um tecladinho igual. Curiosamente, a CASIO tava numas de misturar dois aparelhos em um, pois além desse teclado-calculadora, tinha também o VL-5, que era teclado e leitor de barras ao mesmo tempo. Claro que isso não deu certo e em 1984 eles pararam de produzir esse tipo de teclado. Mas o meu tá ali bem guardadinho e funcionando perfeitamente, só pro caso de eu precisar encher o saco de alguém de novo.

williampelomundo@hotmail.com 10:17 PM [+]
Meta o pau:
Orgulho de ser pernambucano



O governador Jarbas não perdeu a oportunidade de dizer que agora está torcendo pela Miss. Eu quero é novidade.

williampelomundo@hotmail.com 8:30 PM [+]
Meta o pau:
Diversitronica ainda existe

Pois é. Isso aí embaixo saiu no site da MTV. Com direito a foto e tudo, que eu não publiquei aqui pra não gastar espaço no servidor. O link pra a reportagem completa é http://www2.mtv.terra.com.br/clube/colunas_n/colunas.gen2.php?txtid=705&x=mtvcolunas.

Eletrônico "puro"

Em todos estes grupos citados, o interessante é ver que a eletrônica não aprisiona, é uma ferramenta utilizada ao dispor de seus membros para produzir música. Boa música. Em alguns casos, música bem brasileira e muito moderna, em outros, algo como uma atualização de ritmos. Mas há também quem prefira produzir seu som mais calcado em um, digamos, som eletrônico puro. É o caso do trio pernambucano Diversitrônica, herdeiros da música computadoriza dos alemães do Kraftwerk. O grupo, formado pelo trio Zé Guilherme, Leo D e William P, ex-integrantes de bandas mais ou menos conhecidas de Recife e produtores de alguns dos principais discos independentes de aristas da cidade, fazem um interessante trabalho apenas com baixo e programações totalmente eletrônicas tiradas de computadores, sintetizadores e teclados. Uma música que parece feita por computadores, sem voz, sem exageros, com sons que remetem a vídeo-games e que funciona tanto em pistas quanto em trilha sonora de filmes de ficção científica.


williampelomundo@hotmail.com 8:21 PM [+]
Meta o pau: 28.3.05
Eu já passei por muita coisa nessa vida. Algumas pessoas não acreditam, mas eu já fui mordido por um tubarão, já caí do terceiro andar, já levei uma facada de um torcedor do sport, já peguei febre amarela e malária ao mesmo tempo, entre outras coisas. Pra calar a boca dos que não acreditam em mim, estou postando um vídeo do exato momento em que eu fui atropelado por uma caminhonete. Clique na foto com o botão direito, salve no hd e assista.



williampelomundo@hotmail.com 11:25 PM [+]
Meta o pau: 26.3.05
Sociais - por Uilames

Aqui perto de casa tem um mercadinho muito simples, mas que tem preços sem concorrência para alguns produtos. É o mercadinho de dona Margarida. Na verdade o nome dela é alguma coisa tipo Josefa, mas acho que pro negócio prosperar ela preferiu uma nomenclatura mais simpática. Praticamente todos os funcionários do mercadinho de dona Margarida são parentes dela, o que já confere aquele ar de permissividade ao estabelecimento. Pois nos 10 minutos que eu passei lá hoje de manhã eu observei duas práticas que eu nunca tinha visto em outro estabelecimento. Vamos a elas:

Extreme Varejo - Pelo que eu entendi, lá é possível abrir os pacotes e só levar a quantidade que se deseja de determinado produto. Eu vi uma mulher abrir um pacote de quatro unidades de sabão em barra na frente do caixa, e só levar três. O sabão que sobrou ficou lá no plástico, sei lá pra quê.

Visa Electron Self-Service - Acho que não faz muito tempo que eles têm Visa Electron lá no mercadinho. E acho também que não é muita gente que usa esse serviço. Digo isso porque a maquininha é super nova e, quando eu mostrei o cartão, o caixa disse "vai ali e passa". Ou seja: eu mesmo fui lá, passei o cartão, botei o valor, peguei o comprovamente e fui pra casa. Será que ele ainda não operou a maquininha pra saber que eu poderia ter colocado qualquer outro valor?

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Feriado é mesmo uma beleza. Quem esteve comigo por esses dias pode estar achando estranho eu dizer isso, já que tive que trabalhar na quinta e na sexta, quando o máximo que as pessoas trabalham nesse feriado é até o meio-dia da quinta. Mas em que outra época do ano eu poderia dirigir para o trabalho a mais de 100 Km/h, furando sinais vermelhos e com todos os vidros do carro abertos, sem nenhum policial ou trombadinha pra me abordar? Recife vira um lugar muito mais agradável nesses feriados em que todo mundo sai da cidade. Levei cinco minutos de casa pro trabalho, quando em dias normais eu levo uns vinte. Só não precisava estar tão quente. Desse jeito, qualquer ovinho de chocolate, por menor que seja, pode se tornar uma diarréia em potencial. Aliás, esse foi o primeiro anos em muitos que eu não coi carne vermelha na sexta-feira da Paixão. Eu nunca dei muito valor a essas crendices, já que ninguém nunca me deu um motivo concreto pra acreditar. E se contam que Jesus ressuscitou no terceiro dia após a crucificação, porque o feriado não dura até a segunda então?

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Ruth Lemos já deu o que tinha que dar. Morgou total. Agora que a véia dá entrevista em todo lugar dizendo que já registrou o próprio nome e a palavra sanduíche-iche, a coisa perdeu totalmente a graça. Tá até parecendo que ela fez de propósito e conseguiu o que queria. Só falta ela aparecer em algum programa trash desses que passam na hora do almoço e dublar o funk do sanduíche-iche, com direito a bailarinos subnutridos e tudo.

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Era só o que faltava. Tem uma música do Keane na trilha de uma novela da Globo. Isso é um mau sinal.

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Uma coisa que eu aprendi a duras penas nesses meus 22 anos de vida é que sempre o destino arruma um jeito de tirar de mim as coisas que eu mais gosto. É assim com comidas, parentes, seriados de tv, roupas, sapatos e qualquer outra coisa que eu eventualmente venha a gostar. A última que eu ouvi é que a minha bebida favorita, o caldo de cana, está sendo proibido por todo Brasil, por causa daquela galera que morreu de doença de Chagas depois de tomar uma lapada da garapa em Santa Catarina. Coisas da vida...

williampelomundo@hotmail.com 11:27 AM [+]
Meta o pau: 21.3.05
Vamos esclarecer

Agora que a poeira do caso Ruth Lemos baixou, vou publicar minhas próprias conclusões, baseado em experimentos científicos. Como já se sabe, existe aquela teoria de que a pobre nutricionista estava com um ponto de escuta no ouvido e que o que ela falava chegava atrasado ao ponto de escuta por causa do tempo que o sinal leva pra ir do microfone até a central da Globo, depois pro satélite e, por fim, chegar de volta aos ouvidos de quem tá falando. Se o volume do áudio for alto o suficiente para que a pessoa que está falando não escute o som que sai da própria boca, mas apenas escute o que chega pelo headphone, aí o estrago realmente pode ser grande. Não é uma coisa fácil de se imaginar assim sem se fazer a experiência na prática. Então, eu resolvi simular a situação lá no estúdio. Botei um atraso razoável no sinal de um microfone, de modo que quem falasse nesse microfone ouviria a própria voz pelo headphone alguns instantes depois. Foi tiro e queda. Por mais que o cidadão se concentre, o mínimo que acontece é a voz sair embolada e as sílabas esticadas. De vez em quando rola mesmo um negócio de você mesmo repetir a última sílaba do que falou. É muito bizarro. Testamos com três pessoas, todas com experiência em gravar de headphones e tal, e o efeito Ruth Lemos se manifestou em todos os casos. Só não deu pra ir muito adiante com a experiência porque todo mundo rolou de rir. Mas o negócio é sinistro mesmo. Se pra quem tá preparado já é complicado, imagina pra uma pessoa nervosa e com propensão à gagueira. Claro que não deixa de ser divertido, seja lá com quem for, mas depois de hoje eu me convenci de que a culpa foi da Globo mesmo. Como sempre, aliás!

williampelomundo@hotmail.com 8:41 PM [+]
Meta o pau: 20.3.05
Eu prometo que voltarei a escrever nesse site.

williampelomundo@hotmail.com 4:00 AM [+]
Meta o pau: 12.3.05
Músicas que marcaram a minha vida (parte 1)

Existe um lugar
pra você amar
pra você viver
momentos de prazer

Existe um lugar
um ninho de amor
vem descobrir que é bom amar assim
Hotel Jardim


Pior é que eu fui cantar isso pra batizar o namoro de Ju Lisboa e Serginho e ele falou: "Mas que compôs esse jingle foi meu pai!".

williampelomundo@hotmail.com 12:18 PM [+]
Meta o pau: 8.3.05
Pra quem ainda não viu, a programação do Abril:

sexta 15 - 21h
Placebo (UK)
Los Hermanos (RJ)
+ 5 bandas do concurso Claro que é Rock

sábado 16 - 17h
Sepultura (BH)
Shaaman (SP)
Dead Fish (ES)
Massacration (SP)
Retrofoguetes (BA)
MQN (GO)
Matanza (RJ)
Chaosphere (PE)
Silent Moon (PE)

domingo 17 - 17h
Orquestra Manguefônica (PE)
DJ Dolores : Aparelhagem (PE)
Mombojó x Arto Lindsay (PE)
Gram (SP)
The Legendary Tiger Man (Portugal)
Leela (RJ)
Superoutro (PE)
Volver (PE)
Daniel Belleza e os Corações em Fúria (SP)


Eu achei bacana. Mas Sepultura de novo?

williampelomundo@hotmail.com 7:26 PM [+]
Meta o pau: 7.3.05
Eu gosto mesmo é de esculhambação. É por isso que eu gosto de internet. Antes que comecem a me entender errado, vou logo adiantando que eu não passo o dia no msn nem faço download de putaria (ok, já viz mas não faço mais). O que eu gosto da internet é justamente esse lance de ser terra de ninguém e todo mundo poder fazer o que quer. Quem me conhece há mais tempo deve lembrar que, nos primórdios da internet em Recife eu tinha um informativo que todo mundo recebia por email e ali eu escrevia toda semana sobre todo tipo de coisa, desde gastronomia junkie até cinema alternativo. E eu achava isso do caraleo. Eu escrevia, apertava um botão e todo mundo recebia. Sem custos e sem censura. O pai de Cecília vivia me dizendo pra eu transformar aquilo num site. Mas isso foi antes da quebra da Nasdaq! De qualquer forma, hoje eu envisiono uma perspectiva muito mais fascinante para a internet: a possibilidade de se transmitir som e imagem em tempo real, como a tv ou o rádio, só que sem frescura de concessão ou jabá. Eu comecei a pensar assim quando apareceu essa tendência tecnológica de se fundir todos os aparelhos de uma casa e tudo ficar conectado na internet. Ao contrário dos meios de transmissão normais, a rádio por internet permite que o ouvinte acesse infinitas estações de rádio, tanto majors como independentes, de igual pra igual. Eu mesmo já venho testando isso há algum tempo e posso garantir que é muito divertido.

Funciona da seguinte maneira: eu aqui do meu computador começo a rolar uns mp3 e a falar no microfone. Aí tem um programinha que manda o áudio do meu computador pra um servidor, que por sua vez disponibiliza em tempo real o que eu estou tocando daqui. Então, qualquer pessoa que saiba o meu endereço nesse servidor pode ouvir o que eu estou transmitindo, via internet. Por enquanto os meus ouvintes só podem me ouvir em casa, e através do computador. Mas em lugares desenvolvidos, a internet flutua no ar assim como o sinal de tv ou de rádio. E já há aparelhos de som pra carros e pra casa mesmo que captam esse sinal de internet. Então o cidadão pode ouvir rádios da internet sem precisar de um computador. Isso é uma maravilha. Claro que essa realidade vai demorar a chegar por aqui, mas quando chegar, será a maior avacalhação de todos os tempos. Qualquer um poderá transmitir qualquer coisa e competir pela audiência pau a pau com essas rádios mequetrefes que existem hoje em dia.

E o motivo de eu achar tudo isso tão divertido é o mesmo que me levava a escrever aqueles informativos em 1997 e ainda me leva a escrever nesse blog: a preguiça de ter que contar as coisas interessantes pra cada pessoa que eu encontro ao vivo. Aliás, encontrar o povo não é o problema. Difícil é lembrar dos assuntos depois de trinta latas de cerveja.

williampelomundo@hotmail.com 11:34 PM [+]
Meta o pau: 6.3.05
Querem ver uma coisa bizarra?

http://www.starterupsteve.com/swf/myhero.html

williampelomundo@hotmail.com 11:28 PM [+]
Meta o pau: 5.3.05
Ruth Lemos não foi a primeira

Vasculhando meus backups de muito antigamente, encontrei esse mp3 que prova que, na época de ouro do rádio, o fantasma de Ruth Lemos já enrolava a língua das pessoas. Cliquem e baixem.

williampelomundo@hotmail.com 2:11 PM [+]
Meta o pau: 3.3.05
O fundo do poço chegou

Para enrolar os leitores nessa fase de criatividade defasada, estou empregando um artifício de baixíssimo nível: uma piada. Geralmente eu só acho graça nas piadas que eu mesmo invento e, curiosamente, só quem acha graça nesse tipo de piada sou eu mesmo. Quase nunca recebo piadas no email, e quando recebo, quase nunca leio, mas essa aqui é de uma classe sem igual:

Terminado meu banho, lá estou eu na frente do espelho, comentando com meu marido que acho meus seios pequenos demais. Ao invés do esperado "imagina, não são não", ele me vem com uma sugestão:

"Se quiser aumentar seus seios, então pegue todos os dias um pedaço de papel higiênico e esfregue-o entre eles durante alguns segundos".

Disposta a tentar qualquer coisa, pego um pedaço de papel higiênico, fico na frente do espelho e começo a esfregá-lo entre meus seios.

"Quanto tempo demora para funcionar?" eu pergunto.
"Eles vão aumentar de tamanho ao longo de alguns anos", responde meu marido.

Parei! E perguntei:

"Você realmente acha que esfregar um pedaço de papel higiênico entre meus seios todos os dias vai fazer aumentar meus seios em alguns anos?".
Sem hesitar um segundo ele diz "funcionou para sua bunda, não funcionou?".


williampelomundo@hotmail.com 9:35 PM [+]
Meta o pau: 2.3.05
Mais um ano cipa sou

Esse blog está completando um ano de atividades. Aliás, eu nem sei direito se é um ano. Esse negócio de datas não é comigo. De qualquer forma, mesmo com a baixíssima qualidade de meus textos, ele blog conquistou visitantes assíduos que, inclusive, o acessam mais de uma vez por dia em busca de novidades. Alguns desses visitantes cultuam uma relação de amor e ódio com esse que vos escreve. Alguns comments desaforados vieram pra provar que, além de me detestarem, essas pessoas também lêem os meus textos. Foi assim com Eduardo Gatinho, que me xingou com todos os palavrões que sabia só porque eu citei o seu nome junto com o de Nando Cordel num parágrafo sobre o Porto Musical, e foi assim também com um zé mané que veio me xingar só porque eu não gosto de Jay Vaquer (quem?). No mais, tudo que já me escreveram sobre o que eu escrevo foi de bom gosto, às vezes até completando o meu texto ou corrigindo alguma coisa que eu escrevi sem saber (e eu vivo escrevendo sobre coisas que eu não sei). Esse papo todo é pra dizer que: semana passada, uma moça das mais sabidas que eu já conheci, me contou que não lê meu blog de jeito nenhum. Mas não é pela qualidade dos textos (ou pela falta). É porque ela acha as letras muito pequenas. Nunca tinha parado pra reparar isso. Quando fiz o layout do blog, procurei usar cores e tipos que permitissem que o leitor passasse horas lendo o que eu escrevo sem cansar a vista. Então lanço aqui a campanha AJUDE WILLIAM A MELHORAR ESSE BLOG. Podem encher esse post de comments com sugestões de como a visita de vocês a esse blog pode melhorar. Só não vale me mandar aprender a escrever.

williampelomundo@hotmail.com 11:35 PM [+]
Meta o pau:
Presépio só tem graça no Natal

Eu sempre aprontei muita presepada. Algumas delas sem a mínima graça pra qualquer pessoa além de mim mesmo. A última aconteceu ontem. Na verdade, tudo começou antes de ontem, quando eu comecei a me preocupar com a maldição do bloqueio criativo de Ruth Lemos. Eu realmente estava achando que não conseguiria escrever mais nada interessante. Foi aí que eu tive a idéia de trocar a data do meu aniversário no Orkut para 1 de março. Ou seja: de um dia pro outro eu apareci como aniversariante no Orkut dos meus amigos. Claro que alguns poucos perceberam e escreveram scraps indignados, mas que foram prontamente apagados para assegurar a credibilidade da farsa. Resultado: 50 scraps me desejando tudo de bom que um aniversariante merece, fora as mensagens no Orkut e os telefonemas. Obrigado mesmo assim a todos que se lembraram de uma data tão importante como o meu falso aniversário. Alias... o último telefonema do dia fez valer a pena toda essa fraude. Deu vontade de fazer aniversário todo mês, inclusive.

williampelomundo@hotmail.com 8:43 PM [+]
Meta o pau: 24.2.05
Parece que, assim como morreram os exploradores de catacumbas egípcias ao abrirem o sarcófago do faraó, quem propagou a desgraça de Ruth Lemos -- pelo menos no meu caso -- ficou sem idéias pra escrever sobre novos assuntos. É a maldição maldita de Ruth Lemos, que deve ter ido lá em Irmã Ivana Vidente (aquela dos outdoors) e encomendado uma macumba pra essas pessoas que gastam espaço nos servidores da internet só para que outros passem o dia rolando de rir com o sanduiche-iche.

williampelomundo@hotmail.com 9:36 AM [+]
Meta o pau: 22.2.05
A gente ganha pouco mas se diverte

Ontem, num piscar de olhos, estavam membros da Rádio de Outono, Volver e Retrovisores lá no estúdio, enquanto Daniel (o ex-estagiário e agora cliente) gravava seus vocais. Como num passe de mágica, no momento seguinte Daniel estava pelado na sala de gravação, implorando para que alguém devolvesse sua bermuda.

williampelomundo@hotmail.com 10:27 PM [+]
Meta o pau:
Agora é oficial, rapaziada. Placebo toca mesmo em Recife, na sexta-feira do Abril Pro Rock. Aliás, o APR tá todo diferente esse ano. A sexta-feira desse ano vai abrigar uma eliminatória do concurso Claro Que É Rock, que vai selecionar uma banda daqui pra concorrer com bandas de outros estados, numa finalíssima em São Paulo. Finalíssima essa que, segundo os boatos, trará uma atração nunca dantes vista por essas terras ao sul da linha do equador. Esse concurso é aberto a qualquer pessoa que tenha uma banda de rock (claro!) e é patrocinado pela Claro (rock!). O resto dos dias do Abril vai ser a mesma coisa de sempre, o que pode significar muito, dependendo das atrações escolhidas.

williampelomundo@hotmail.com 9:52 PM [+]
Meta o pau: 21.2.05
Acredite se quiser

É da natureza do ser humano acreditar em qualquer coisa, mesmo nas mais absurdas. Tem gente que acredita que Elvis não morreu, ou que o Big Brother não é uma grande farsa e tudo que acontece ali é espontâneo. Cada um acredita no que quer, mas a maior enganação a que a humanidade se entrega diariamente é, sem dúvida, a astrologia. O que leva as pessoas a acreditarem que a posição dos astros no momento em que nascem determinará os seus futuros? Baseado no mesmo princípio eu poderia criar uma nova crendice baseada na posição de qualquer coisa que tenha uma rota determinada e cíclica. Poderia batizar essa minha nova crendice de jatologia, já que os jatos comerciais sempre voam nas mesmas rotas e nos mesmo horários, assim como os astros no espaço. O melhor da jatologia seriam os signos do zodíaco jatológico. Em vez de Virgem, teríamos Aeromoça. Em vez de Aquário, teríamos Aeroporto.

Falando em signos, cabe aqui mais um argumento contra a astrologia. Imagine que no mundo há mais de seis bilhões de pessoas e apenas doze signos do zodíaco. Então, o horóscopo de quinhentos milhões de pessoas seria mais o menos o mesmo diariamente. Hoje o meu horóscopo disse que vou ter sorte no amor. Eu e mais 499.999.999 pessoas, claro. Ainda bem. Uma previsão dessas não tem graça nenhuma pra uma pessoa só.

williampelomundo@hotmail.com 8:35 PM [+]
Meta o pau: 18.2.05
A coluna Pensata (http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult512u222.shtml), de Júlio Ribeiro diz o seguinte:

O adorado grupo de Londres (Placebo) vai mesmo tocar no país em abril, em OITO cidades brasileiras, este espaço apurou. A tão-esperada vinda da banda do dândi Brian Molko vai ganhar confirmação oficial na segunda-feira da semana que vem.

A notícia é MUITO MAIOR. A missão do Placebo no Brasil é percorrer oito cidades brasileiras para encabeçar toda a primeira fase de um festival gigante de rock que a companhia de celulares Claro pretende realizar em setembro, sob o nome Claro Que É Rock. A Claro trabalha para trazer bandas mega como Radiohead, Strokes e Audioslave para agitar a cena brasileira e entrar em choque direto com o festival "irmão" Tim Festival, outro superevento com nome de celular que costuma ocorrer em data bem próxima: outubro ou novembro.

* BANDAS INDIE -- Esta primeira fase, em abril, com o Placebo de grande atração em oito cidades, fará parte de uma seletiva de bandas nacionais que tocarão no festival maior, em setembro, em um palco que será dedicado à música independente.

As cidades por onde passarão o Placebo e novas bandas nacionais de rock são São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Ribeirão Preto.

A informação sobre como ocorrerão as inscrições de bandas nacionais nas seletivas da Claro Que É Rock será dada na semana que vem, quando for feito o anúncio da turnê brasileira do Placebo.

A Claro corre para anunciar também, no pacote, algumas das bandas do festival de setembro. Mas parece que isso vai ficar para depois. A banda australiana Jet, ouvi dizer, está nessa lista.


williampelomundo@hotmail.com 12:06 PM [+]
Meta o pau: 17.2.05
Essa saiu no JC

DJ brasileiro recebe multa recorde na Itália por baixar MP3
Publicado em 16.02.2005, às 20h33

Um disc-jockey brasileiro recebeu multa recorde de 1,4 milhão de euros (cerca de R$ 4,7 mi) na Itália por baixar da Internet e utilizar centenas de arquivos MP3 em sua discoteca, informou nesta quarta-feira a polícia financeira italiana.

O disc-jockey, com nome não revelado, trabalhava numa discoteca de Rieti, perto de Roma. Segundo a investigação, ele utilizava 500 CD vídeo-musicais e mais de 2 mil arquivos MP3.

A punição, por violação dos direitos autorais, foi aplicada pela polícia financeira de Rieti, que também confiscou grandes quantidades de videoclipes reproduzidos ilegalmente.

É a maior multa infligida na Europa, segundo a Federação da Indústria Musical Italiana (FIMI), que comemorou o acontecimento.

"Esperamos que isto sirva para dissuadir os que queiram imitá-lo", declarou Enzo Mazza, diretor da FIMI, em comunicado.

O mercado italiano do disco registrou uma baixa em seu volume de negócios de 14% entre 2000 e 2003, caindo a 314 milhões de euros. A queda continuou em 2004 com uma baixa de 8%, precisou um porta-voz da FIMI.


williampelomundo@hotmail.com 9:22 AM [+]
Meta o pau: 15.2.05
Um dia a Diversitronica fez uma participação num show da Suvaca diPrata, lá no Mad Pub. Nossa fâ Jojoca Cavalcante estava lá com seu super celular com câmera embutida e registrou um momento daquele show. Sorte minha que eu levei o Kaoss Pad, porque é a única coisa que dá pra ver direito no filminho. Mas pelo áudio dá pra ter uma idéia do que aconteceu.

Clique aqui com o botão direito, salve o arquivo no seu hd e assista. No meu computador o vídeo rolou no Quick Time.

williampelomundo@hotmail.com 10:08 PM [+]
Meta o pau:
Sou todo ouvidos

O trabalho é uma coisa que afeta a vida do cidadão de várias maneiras. Principalmente daqueles que têem que trabalhar. Eu sou um desses. Só que o meu trabalho é, por assim dizer, atípico. Digo isso porque ultimamente eu andei comparando minha profissão com algumas outras mais convencionais. E a minha maior constatação foi que às vezes é um saco trabalhar com alguma coisa que poderia ser uma diversão. Vou explicar.

Eu passo o dia no estúdio trabalhando na música dos outros. Quando eu saio de lá, nem me atrevo a ligar o som do carro. Tem que dar um tempo pro ouvido. E casa, então, fica cada vez mais difícil escutar uma musiquinha. Um dentista, por exemplo, não tem esse problema. Ele passa o dia arrancando dentes e tapando buracos. Mas quando chegam em casa, a diversão não é dar um grau na dentadura da família. Com os advogados é a mesma coisa. Passam o dia soltando gente da cadeia, mas quando chegam em casa, nada de habeas corpus pra o caçula. Botam um cdzinho e relaxam.

Eu não tenho vontade nenhuma de escutar música quando saio do trabalho. Até a tv eu mando baixar aqui em casa. A única hora de um dia normal que eu escuto música é enquanto dirijo pro trabalho de manhã, que é uma hora em que eu ainda estou em transe total e tudo vai no automático. Se só ouvir música já é difícil, imagine então passar oito horas no estúdio ouvindo repetitivamente a música dos outros e depois chegar em casa e ligar o computador pra compor coisas pra a sua própria banda. Aí só se der o cão de inspiração mesmo. Sem contar que se eu fosse ouvir todas as novas músicas que eu tenho vontade, aí eu precisaria deixar de trabalhar pra fazer isso. Nem por causa do saco, mas por causa do tempo mesmo.

Mas podia ser bem pior. Imagine o cara que trabalha em filme pornô. Ele passa o dia bimbando com as gostosas e quando chega em casa ainda tem que dar uma assistência na nega véia.

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Meta o pau:
Sinistro mesmo é fazer xixi no banheiro do Boteco. Olhando-se pela janelinha que dá pra um depósito, pode-se ver umas cadeiras arrumadas exatamente como aquelas da cozinha de Poltergeist. Só que com uma l